Antes de tocar no ponto principal deste post, penso que seja de fundamental importância definir poesia, o ato de escrevê-la e como ela deve ser entendida. Usarei, por está de acordo, a definição do filósofo francês Jean-Paul Sartre que diz o seguinte: “A poesia não se serve de palavras; mas sim, as serve. Os poetas são homens que recusam a utilização da linguagem. Eles tampouco aspiram a nomear o mundo, e por isso não nomeiam nada, pois a nomeação implica um perpetuo sacrifício do nome ao objeto nomeado. Com isso se afasta por completo da linguagem–instrumento; escolheu de uma vez por todas a atitude poética que considera as palavras como coisas e não como signos. Pois a ambigüidade do signo implica que se possa interpretá-lo de forma a visar através dele a coisa significada, ou voltar para a realidade do signo e considerá-lo como objeto”.
Sartre ainda considera o processo de composição poética como algo semelhante aos pintores quando juntam cores sobre a tela; o poeta ao escrever uma frase cria um objeto; aparência. As palavras-coisas se agrupam por associações mágicas de conveniência ou não-conveniência, como as cores e os sons; elas se atraem, se repelem se queimam e sua associação compõe a verdadeira unidade poética que é a frase-objeto.
Levando em consideração a comparação de Sartre entre poesia e pintura, posso me arriscar em afirmar que ao traduzir um poema, estaria fazendo algo semelhante ao expositor, que,ao levar uma obra de Portinari para Europa, decide retirar de suas gravuras o sol escaldante do sertão e trocá-las por uma típica nevasca européia.
Com isso acredito que ao traduzir um poema se mutila e se destrói a propriedade do poeta e da língua, assim como o poema em si.
Este Blog foi criado com o intuito de registrar aforismos e pensamentos com relação a Filosofia, Literatura e Religião.
Historia em resumo
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Poesia e tradução
sábado, 19 de fevereiro de 2011
A utilidade da Filosofia
O senso comum de nossa sociedade considera útil o que dá prestigio, poder fama e riqueza. Julga o útil pelos resultados visíveis das coisas e das ações, identificando utilidade e a famosa expressão “levar vantagem em tudo". Desse ponto de vista, a Filosofia é inteiramente inútil e defende o direito de ser inútil.
Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Linguagem como parte fundamental na formação do mundo.
O mundo se constitui de uma formação interdependente entre o indivíduo e a realidade, na qual o indivíduo é parte formadora do mundo e se forma a partir dele. Tal pensamento encontra suporte na análise do filósofo checo - brasileiro Vilém Flusser quando ao explicar a nossa relação com o mundo através da linguagem, afirma que a realidade bruta é por nós absorvida por meio dos sentidos, transformada em linguagem por nós compreendida (pensamento) e expressos através do intelecto em direção dos sentidos; nesse ultimo processo deixamos de ser transformados para sermos transformadores do mundo.
Sendo a compreensão da realidade em si uma tarefa inalcançável e a representação dessa realidade através da linguagem tão impossível quanto a sua compreensão, resta-nos a não busca por essa realidade bruta, mas sim, a representação da única realidade a nós possível, a realidade como representação através da linguagem estabelecida numa comunicação entre sentidos, intelecto e inteligência.
REALIDADE EM SI > SENTIDOS >INTELECTO>INTELIGÊNCIA = REALIDADE POSSÍVEL
Sendo assim me arrisco a demonstrar a relação entre o indivíduo e a realidade através do pensamento. E como esse envolvimento é responsável pela construção de nossa idéia de realidade, de forma constante e sem nenhuma interferência, se não a de nós sobre nós mesmos. Somos os únicos responsáveis pela condição em que vivemos; não eu;, não você, não Deus, não o Diabo, mas nós; numa cadeia inseparável de ações.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Um dilema de Camus
Albert Camus
sábado, 11 de dezembro de 2010
À liberdade de expressão proposta pela imprensa.
Confunde-se muito nos dias de hoje a relação entre liberdade de expressão com direito de expressar o que vem a cabeça, sem levar em consideração o valor do que será dito; o popularmente conhecido pelo termo cagar pela boca. Apesar do termo, não haveria forma melhor de classificar o papo fiado que muitas vezes perdura por horas na TV brasileira. F. Silva, um dos mais famosos apresentadores da TV, membro permanente e um dos maiores representantes da maior emissora do país, serve aqui como exemplo mor, não querendo de forma alguma menosprezar as outras emissoras responsáveis por essa merda que nos é empurrada goela abaixo por décadas. Desta forma torna-se difícil montar no Brasil uma figura capaz de representar a cultura brasileira como espelho para formação de uma população esclarecida, abandonando assim a referência pejorativa do termo povo, massa, como uma parcela da população desprovida de inteligência.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Genealogia da moral
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Monólogo - Eu inacabado
Eu me encontro numa sala não diferente de muitas outras por ai, rodeado de livros os quais nunca li, nada muda à minha percepção, nada, exceto eu.
Mudo mesmo contra a minha vontade, todo o esforço que faço para permanecer o mesmo é em vão. Tive uma idéia, e se eu eliminar todos os espelhos? Isso mesmo, todos os espelhos, talvez nem mesmo eu, mude à minha percepção.
Ouvi certa vez, ou será que eu li? Não, acredito que não, não leio nada. Se tivesse nascido cego não me faria diferença, sendo assim, acredito que tenha chegado a essa conclusão sozinho. Que conclusão? Você deve estar se perguntando. Que a vida é como uma doença degenerativa, ela te mata com o passar do tempo, os sintomas são diferentes, o sofrimento existe, porém boa parte das vezes respeita uma regularidade suportável.
Eu me encontro numa sala não diferente de muitas outras por ai, rodeado de livros os quais todos li, tudo muda a minha percepção, tudo, exceto eu.
Não que eu não mude em relação ao mundo, mas o mundo insiste em não mudar em relação a mim.
Ouvi certa vez, ou será que eu li Certamente eu li, ninguém seria capaz de me dizer algo tão profundo. O que eu li? você deve estar se perguntando. Que a vida é como uma doença degenerativa, ela te mata com o passar do tempo, os sintomas não são diferentes, o sofrimento existe, porem boa parte das vezes respeita uma regularidade suportável.
Ulisses Maciel
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
"Deus misericordioso ?".
Estando os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha trouxeram-no a Moisés e a Arão, e a toda congregação, e o puseram sobre guarda, porque ainda não estava determinado o que se devia fazer com ele. Então disse o Senhor a Moisés: Tal homem será morto. Toda congregação o apedrejará fora do acampamento. Portanto, toda congregação o levou para fora do acampamento, e o apedrejaram até que morreu, como o Senhor ordenara a Moisés.
Números, 15, 32-36
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
The Atheism Tapes

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http://downloads.ziddu.com/downloadfile/6954859/Ateismo.by.Heverton.www.bestdocs.com.br.txt.html
A moral
No velho testamento da Bíblia mais precisamente em Levítico, capitulo vinte, versículo treze diz: se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos fizeram abominação. Certamente serão mortos, e o seu sangue será sobre eles. Mais adiante temos no capitulo vinte e um versículos dezoito, a seguinte citação: Nenhum homem, caso tenha defeito físico, se chegara para oferecer o pão do seu Deus, nenhum homem que seja cego, coxo, desfigurado ou deformado.
Esses são apenas dois pequenos versos do maior guia moral da humanidade, que nos aconselha às praticas mais sórdidas de preconceito e discriminação e que por séculos nos levou a queimar, torturar, extorquir, reprimir e eliminar qualquer indivíduo por simplesmente divergir idéias.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Língua e Realidade
A leitura
A Filosofia como Religião
sábado, 28 de agosto de 2010
Genialidade amordaçada
Eu penso que para se libertar das amarras que nos são impostas atualmente, é necessário um viver para si, que se torna cada dia mais difícil numa sociedade onde as pessoas não são capazes de entender, com profundidade, nem mesmo o papel que desempenham, são como máquinas programadas a executar tarefas, das quais não fazem idéia o porquê.
Considerando o fato de que vivemos na era da informação, certa vez o escritor português José Saramago questionou: Imaginem que eu receba em casa, um único jornal aos domingos, certamente tiraria dele um bom proveito; multiplicando esse número por cinqüenta, qual proveito eu teria? Essa pergunta retrata a quantidade de informação a qual somos expostos diariamente, e a real aprendizagem que tiramos dela, permitindo a nós concluir-mos que vivemos sim a era da informação, que resulta simultaneamente na era dos desinformados, da superficialidade. Sendo assim, o nível necessário para a formação de um gênio ou até mesmo para o seu reconhecimento se torna extremamente reduzido.
domingo, 22 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Embriagado pelo aroma das flores.
O erro tornou o homem profundo, delicado, inventivo a ponto de fazer brotar as religiões e as artes. O puro conhecimento teria sido incapaz disso. Quem nos desvendasse a essência do mundo, nos causaria a todos a mais incômoda desilusão. Não é o mundo como coisa em si, mas o mundo como representação (como erro) que é tão rico em significado, tão profundo, maravilhoso, portador de felicidade e infelicidade.
sábado, 14 de agosto de 2010
Reflexão sobre "Breath" de Samuel Beckett
domingo, 8 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
A felicidade
terça-feira, 27 de julho de 2010
O ser...
Talvez isso não seja o suficiente, o suficiente, suficiente...
Talvez não seja.
Se é que se pode ser alguma coisa, coisa, uma coisa...
Considerando o fato de que nascendo morto,
ao morrer nunca existiu.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Escrever é...
segunda-feira, 19 de julho de 2010
A linguagem e sua impossibilidade de ser além.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Em quantos dias se criou deus?
Pensando nisso tomei a liberdade de afirmar que de maneira independente de nossas crenças, o nosso corpo assim como nossa inconsciência nos alerta para a proximidade do fim.
A criação de Deus se dá no momento em que o ser humano não aceita sua condição, sendo assim, cria-se uma esperança de que o homem na verdade é um “super-homem” eterno para além do corpo e a vida uma provação divina pela qual se deve passar. Com isso somos levados, com o auxilio de ilusões, à não aceitação de que vivemos sem um propósito maior (vida eterna).
Viver é o único direcionamento possível e encontrar uma forma de melhor viver seria o que chamo de propósito da vida.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Democracia
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Já pensou se seguíssemos a filosofia ao pé da letra?
Verdade
Ateísmo
domingo, 4 de julho de 2010
Discórdia
Fé
Café filosofico - Nietzsche
Essa é apenas a primeira parte do programa, quem se interessar pode acessar as outras no You Tube.
